Só recentemente, nos últimos
oito ou nove anos, manifestou-se algum novo sinal de interesse pelas
formas não-célticas das antigas crenças religiosas praticadas pelos
povos anglo-saxónicos e escandinavos. Nos últimos anos, pesquisas sérias
se desenvolveram nesse campo, especialmente no tocante às runas
anglo-saxónicas e nórdicas. De início, essas pesquisas eram de natureza
superficial e lidavam de um modo elementar com o alfabeto rúnico como um
sistema de adivinhação. Embora esse seja um aspecto importante das
runas, elas encerram também um significado espiritual associado à
religião pagã da Europa setentrional que se originou na Idade do Bronze
e no Neolítico.
O propósito deste livro é tríplice: primeiro, explorar as runas a partir
de uma perspectiva histórica e descrever suas origens; segundo, revelar
seu uso prático como um método eficaz de predizer o futuro; terceiro,
demonstrar que são símbolos arquetípicos de um sistema de crenças
espirituais comparável a filosofias orientais como as do I Ching e do
Tao Te King. Ante o actual desencanto com a religião estabelecida, é de
se esperar que as pessoas inteligentes venham a promover formas
alternativas de espiritualidade. Ao apresentar a antiga sabedoria das
runas, temos por escopo mostrar àqueles que buscam uma realidade
espiritual que existe uma filosofia de base ocidental com a qual poderão
entrar facilmente em contacto, já que seus símbolos fundamentais estão
profundamente gravados na consciência popular. Mesmo os nomes dos dias
da semana derivam dos velhos deuses e deusas nórdicos. Seus títulos,
além disso, estão gravados em muitos topónimos britânicos que constituem
relíquias dos dias da dominação viking e saxônica.
Quando se invocam esses símbolos arquetípicos, os resultados podem ser
deveras surpreendentes. Como a escritora escocesa Fiona MacLeod formulou
tão claramente: "Os Velhos Deuses não estão mortos - nós, sim". Sob a
superfície da sociedade moderna, os deuses pagãos continuam tecendo suas
fórmulas encantatórias. Os críticos do sistema de crenças espirituais
pagãs costumam condená-lo como atávico, primitivo ou bárbaro. Há,
decerto, aspectos do velho paganismo que as pessoas modernas têm
dificuldade em compreender ou abordar. Este livro não tentara atenuar
os aspectos mais sombrios da adoração dos deuses pagãos. Importa
reconhecê-los e aceitá-los dentro de seu contexto histórico, do mesmo
modo que se impõe aceitar o lado mais sombrio do nosso mundo
contemporâneo. No entanto, um estudo sério e equilibrado do paganismo,
especialmente de suas relações com os novos problemas ecológicos que se
apresentam nos dias de hoje, revelará sua relevância para a presente
crise planetária. No momento em que a humanidade se empenha numa luta
desigual contra sua própria destruição e a da natureza, os ensinamentos
da Velha Religião pagã nos oferecem um caminho alternativo. Esses
ensinamentos nos são revelados mediante o uso das runas, que
proporcionam um projeto pagão de esclarecimento espiritual tanto pessoal
como coletivo.
Evidentemente, qualquer menção à palavra "runa" em nossos dias evoca
imagens bizarras de encantamentos mágicos secretos, maldições e
feitiçaria da Idade Média. Lançar as runas tornou-se, no folclore
popular, algo relacionado com magia negra, filmes de terror e a fantasia
dos escritores de novelas sobrenaturais. Na verdade, as runas, tanto em
suas versões nórdicas como saxônicas, nada têm a ver com misteriosos
rituais executados à luz da lua cheia ou qualquer dos outros pesadelos
do mundo pseudo-oculto. As runas são um alfabeto mágico e sagrado usado
pelos antigos povos da Europa setentrional com finalidades seculares e
espirituais, incluindo a adivinhação do futuro. Sua justificada e
sinistra imagem resulta da rejeição da sabedoria pagã pela Igreja cristã
medieval. Com o advento do cristianismo, os Velhos Caminhos foram
condenados como adoração do demônio e magia negra. As práticas pagãs
proibidas incluíam vários métodos ocultos (escondidos) de predição do
futuro, pois os sacerdotes cristãos acreditavam que só Deus poderia ter
o conhecimento de tais assuntos. Os pagãos, segundo a definição cristã,
"ateus", e por isso deviam estar sendo iludidos pelos demônios, a quem
adoravam como deuses, quando se diziam capazes de prever os
acontecimentos. O termo "pagão" deriva do latim "paganus", termo que
designa uma pessoa que reside no campo. Essa é uma referência ao período
em que os citadinos cultos do Império Romano estavam sendo convertidos à
nova religião, enquanto a gente do campo ainda seguia os Velhos
Caminhos.
Conquanto na Idade Média o termo "runa" tivesse degenerado a ponto de
ser comumente usado para descrever qualquer palavra ou símbolo mágico
usado numa feitiçaria ou encantamento seu sentido original refletia a
tradição da Sabedoria Antiga que ele efetivamente representava. A
palavra "runa" pode ser rastreada até o norueguês antigo "run': que
significa um mistério ou segredo. Decorre daí o fato de o conselheiro
particular do rei, no poema épico anglo-saxônico Beowulf, ser chamado
“Run-Wita” ou pessoa que conhece os segredos. "Run" veio provavelmente
do alemão antigo "runa”, que significa "aquele que sussura”, e
originariamente do radical indo-europeu "ru", que significa "coisa
misteriosa e secreta". A desusada gíria "to rown”, “room” ou “round" (1)
nos ouvidos de outra pessoa era muito utilizada entre os povos
anglo-saxônicos e durante o começo da Idade Média. Designava o ato de
passar uma informação ou mexerico secreto num cochicho.
É evidente que nem sempre a informação secreta assim transmitida
constituía um simples mexerico da corte ou da aldeia. A indicação de que
os segredos sussurrados eram de certo modo misteriosos sugere um método
oral de ensino do saber arcano. No mundo clássico de Roma e da Grécia, a
expressão "religião dos mistérios" era usada exclusivamente para formas
de espiritualidade que envolviam a iniciação num culto secreto que
prometia contato direto com os deuses ou forças divinas, representantes
simbólicos dos diferentes aspectos da natureza. Esses cultos do mistério
floresceram secretamente como alternativas para a religião do Estado ou
existiram como um ensinamento oculto, reservado a uma minoria do
sacerdócio estabelecido.
Pode-se, pois, admitir com segurança que as runas, embora usadas como um
alfabeto secular, tinham originariamente um significado espiritual. A
pessoa que sussurrava os segredos ou runas era um sacerdote ou uma
sacerdotisa da Velha Religião pagã, ou um xamã (mago) que operava fora
do sacerdócio oficial. Alguns etimologistas sugeriram que o termo "runa"
designa não apenas um sussurrador de segredos como também uma "pessoa
que sabe", isto é, "um sábio", que pratica as artes secretas da magia.
Quando falamos em magia neste livro, não nos referimos aos truques do
mágico de feira, mas a um complexo sistema de exercícios
psico-espirituais destinados a provocar mudanças na consciência do mago.
As pessoas que empregavam as runas com finalidades mágicas acreditavam
que a força vital existente em todos os seres vivos e em muitos objetos
inanimados podia ser usada para produzir mudanças sutis na realidade.
Muitos desses efeitos são de natureza psicológica, mas isso não diminui
o seu impacto, tanto no cenário antigo como no moderno.
Como uma interessante informação subsidiária sobre o fato de o runa ou
pessoa que sussurra ser um mago, pode-se traçar um paralelo entre essa
definição e o antigo culto dos Sussurradores do Cavalo. Estes
constituíam uma sociedade secreta rural organizada nas linhas maçônicas
e cujos membros eram recrutados nas fileiras dos moços, ferreiros e
trabalhadores agrícolas que lidavam com cavalos. Dizia-se que os
membros dessa fraternidade possuíam um conhecimento secreto, ou poderes
mágicos, que os capacitava a domar cavalos selvagens e curar animais
doentes. Esses atos eram executados mediante o uso de palavras mágicas,
encantamentos e o sussurro de fórmulas secretas ao ouvido dos cavalos.
Tais fórmulas eram hermeticamente guardadas pelos Sussurradores do
Cavalo. Só eram transmitidas aos novos iniciados depois que eles faziam
um terrível juramento de fidelidade aos outros membros. Com freqüência
os ferreiros eram eleitos grão-mestres da fraternidade, pois os
camponeses tradicionalmente os consideravam magos naturais. Os
Sussurradores do Cavalo constituem provavelmente um resquício da antiga
adoração pré-cristã dos cavalos como animais sagrados dos deuses. A
adoração dos cavalos era muito difundida na Idade do Ferro entre os
celtas, escandinavos e germanos. Acredita-se que a Sociedade dos
Sussurradores do Cavalo ou da Palavra dos Cavaleiros ainda exista em
remotas áreas campestres, especialmente na Escócia e em East Anglia.
Onde e como as runas surgiram como alfabeto? A origem das runas talvez
seja o mais indecifrável de todos os mistérios. Escreveram-se sobre o
assunto mais absurdos do que sobre todos os outros alfabetos antigos,
incluindo o hebraico e o egípcio, aos quais também se atribuiu um
sentido mágico e religioso.
Alguns especialistas em alfabetos e línguas antigos aventaram a hipótese
de que as runas tivessem derivado do alfabeto latino padrão, o que
implicaria uma gênese relativamente recente. Essa suposição tem como
ponto de partida o fato indiscutível de que vários dos caracteres
rúnicos se assemelham às letras do alfabeto latino. Um perito alemão
datou as runas do início do período cristão, enquanto outro afirma que o
alfabeto se desenvolveu na época em que os exércitos romanos ocuparam a
Germânia. Teria sido, então, levado para a Escandinávia por viajantes.
No entanto, outro perito sustenta que as runas são de origem grega e que
foram adotadas pelos godos a partir de uma mistura dos alfabetos grego e
romano. Segundo essa teoria, as runas se originaram no mar Negro por
volta do século III da nossa era. Foram então levadas aos países
célticos por mercenários germânicos, e finalmente chegaram às regiões
n6rdicas.
Segundo o professor R. W. Elliott, as teorias que supõem origem grega e
latina estão sujeitas a muitas críticas. Ele acredita que as runas
tenham se originado na região alpina do norte da Itália e que, apesar
das semelhanças 6bvias com o alfabeto latino ortodoxo, pertençam a uma
linhagem muito mais antiga. Para justificar sua afirmação, Elliott
menciona o uso de símbolos ou letras mágicas gravadas em bastões como
forma de adivinhação pelas antigas tribos que habitavam o Tirol
italiano. Essa prática é muito semelhante à gravação de runas em pedaços
de madeira especiais usados para adivinhar o futuro pelos sacerdotes
germânicos e n6rdicos.
Elliott especula também que algum antigo mestre rúnico da Germânia
poderia ter aprendido as runas em sua forma italiana e passado a
usá-las. Da Germânia elas teriam passado ao norte, ao longo das rotas
comerciais então existentes, chegando às tribos costeiras do mar do
Norte. Dali teriam alcançado a Jutlândia e a Escandinávia. Embora
apresentem semelhanças com o alfabeto latino e possam ser vertidas
diretamente para as letras inglesas atuais, é provável que as runas
tenham tido uma origem independente na Pré-Hist6ria.
Os especialistas sugerem que as runas podem ter uma genealogia comum à
das gravuras rupestres pré-hist6ricas conhecidas como caracteres de
Hallristinger, usadas pelos povos do Neolítico e da Idade do Bronze.
Aventou-se que os traços retos e angulosos das runas se devem ao fato de
elas terem sido originariamente gravadas em pedra. Esse método de gravar
símbolos ou caracteres antigos teria impedido o uso de letras redondas
ou curvas.
Os caracteres de Hallristinger foram usados inicialmente pelos homens da
Idade do Bronze que viveram por volta de 1300-1220 a.C. Esses
caracteres, a exemplo dos antigos hier6glifos egípcios, consistem em
símbolos que encerram um significado religioso. Incluem diversas
variações do círculo: um círculo com um pingo no centro, círculos com
cruzes gregas no interior e círculos com oito raios que se estendem a
partir do centro.
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Os caracteres de
Hallristinger
Esses antigos caracteres, encontrados em gravuras rupestres, constituem
uma das formas mais antigas de escrita européia. Cada um dos símbolos
tem um significado especial na tradição religiosa xamanista; neles estão
representados a adoração solar, a fertilidade, as estrelas e o cosmos,
assim como conceitos místicos. Acredita-se que os caracteres de
Hallristinger tenham sido os antecessores do alfabeto rúnico, ao qual se
assemelham.
Todos eles representam o sol e sugerem a adoração solar pagã. Outros
caracteres de Hallristinger, como espirais, linhas onduladas e
triângulos invertidos, podem ser identificados como símbolos
mágico-religiosos associados à sexualidade feminina e à adoração da
Grande Deusa Mãe.
Uma forma que se destaca nos caracteres de Hallristinger é a suástica.
Esse signo antigo foi desvirtuado devido ao uso que o Partido Alemão fez
dele, durante o período de 1933-45, adotando-o como emblema por causa de
seu significado mágico e de sua origem na velha cultura indo-européia ou
ariana. Com isso, destruiu-se o seu simbolismo anterior como
representação da força vital. Muitos dos líderes nacional-socialistas,
incluindo Adolf Hitler, interessavam-se pelas runas. Eles estavam, pois,
bem conscientes da antiga relação da suástica com as idéias religiosas
que formavam a base espiritual do sistema rúnico.
A suástica tem origens muito antigas. Uma gravura rupestre pré-histórica
encontrada perto de Ilkley, em Yorkshire, mostra um símbolo suástico.
Outra suástica pode ser vista numa inscrição medieval numa igreja de
Sutton, em Bedfordshire. Um desenho mostra uma figura masculina de
cabelos compridos dançando. Uma das mãos está erguida, enquanto a outra
aponta para baixo, num gesto ritual clássico, indicando que o céu e a
terra são unos. No peito do dançarino há a representação de uma suástica
estilizada. Esse desenho particular é idêntico a outros encontrados os
na igreja de Little Waltham, em Essex, nos caracteres de Hallristinger e
na pedra pré-histórica de Yorkshire.
A suástica é um símbolo arquetípico universal. Sob várias formas, pode
ser encontrada nas religiões dos astecas, budistas, chineses,
dinamarqueses, hindus, americanos nativos, saxões e escandinavos. A
palavra "suástica" é sânscrita e significa literalmente “tudo está bem".
Acredita-se que ela derive da roda do sol ou da cruz grega dentro de um
círculo, que constitui outro símbolo importante entre os caracteres de
Hallristinger. Ela denota o movimento diário do sol através do céu e o
ciclo anual das estações, referidos ritualmente na observância religiosa
pagã. No Extremo Oriente, a suástica é conhecida em toda parte como um
símbolo de boa saúde, felicidade, sorte e perfeição cósmica.
Há indícios de que a suástica tenha sido usada pela Igreja durante o
período medieval, muito embora o Partido Nacional Socialista Alemão
possa tê-la adotado especificamente como seu emblema político por ser um
símbolo pagão. Nigel Pennick, que escreveu extensamente tanto sobre a
suástica como sobre as runas, afirmou que a mitra usada por Thomas
Beckett quando foi assassinado apresentava uma borda de suásticas. Tinha
também uma inscrição pagã: "Salve, ó Terra, Mãe do Homem. Possas tu
prosperar no abraço de Deus e inundar-te de frutos para o bem do homem".
Murmurou-se que Beckett tinha vínculos clandestinos tanto com a Velha
Religião pagã como com a religião herética dos cátaros, e que sua morte
fora um homicídio ritual. Pennick cita também o uso cristão da suástica
num vitral da Igreja do Santo Sepulcro, em Cambridge, e numa igreja de
Cliffory, no condado de Sligo, onde há uma pedra de idade desconhecida
com uma cruz céltica e uma suástica entalhadas. Todos esses exemplos
cristãos podem ser reminiscências pagãs, mas que dizer da suástica
gravada que foi encontrada nas ruínas de uma antiga sinagoga judaica a
leste do Jordão, mencionada por Pennick?
A suástica está diretamente vinculada às runas pelos caracteres de
Hallristinger, assim como pelo fato de ser freqüentemente encontrada nas
vizinhanças dos símbolos rúnicos. Um exemplo clássico é o do famoso
menir de Hogby, na Suécia. Esse menir está gravado com várias runas,
assim como com cruzes gregas, cruzes do Calvário cristão, espirais e
suásticas. Pennick cita a influência escandinava sobre a vizinha
Finlândia, que também possui tradições xamanistas nativas. Ainda em
1939, aviões da Força Aérea Finlandesa exibiam a insígnia da suástica em
suas asas. Tanto as medalhas militares como as civis emitidas pelo
governo finlandês usavam a suástica em seu desenho. Assim que as tropas
alemãs invadiram a França, em 1940, a suástica desapareceu, salvo nas
bandeiras e insígnias militares nacional-socialistas. No começo dos
anos 30, o escritor inglês Rudyard Kipling ordenou que a suástica que
antes adornara as capas de seus livros fosse retirada. Kipling não
advogava o nacional-socialismo; como amante apaixonado da Índia, usara a
suástica em seu antigo sentido, como um amuleto de boa sorte.
O nacional-socialismo adotou a suástica por ser ela um símbolo místico
que tinha um significado considerável para a raça ariana ou
indo-européia. De acordo com sua ideologia política, um ariano era
qualquer pessoa não-judaica de ascendência teutônica ou nórdica. A
palavra "ariano" equivale, em sânscrito, a "nobre" e se refere aos povos
cavaleiros e guerreadores que surgiram perto do mar Cáspio com uma
identidade racial própria por volta de 3000 a.C. Foram eles os
ancestrais dos povos tribais germânicos, romanos, gregos, eslavos e
iranianos, que formaram a base da atual família européia de tipos
raciais. Os arianos ou indoeuropeus domesticavam cavalos selvagens,
criavam gado e adoravam deuses e deusas que eram personificações das
forças da natureza. Esses povos arianos invadiram a Índia por volta de
1500 a.C. e colonizaram a Grécia antiga e a Ásia Menor.
Hitler acreditava fervorosamente que a raça alemã descendia dessa antiga
raça de nobres guerreiros. No auge da última guerra, enviou expedições à
Índia e ao Tibete em busca de provas que apoiassem suas teorias raciais.
Especificamente, essas expedições esperavam estabelecer contato com uma
tribo semilendária de arianos brancos que se supunha viver num vale
remoto do Himalaia. Essa tribo misteriosa pode ter sido o modelo
original dos Mestres Ocultos ou da Grande Fraternidade Branca, que,
segundo ocultistas teosóficos do século XIX, viviam no Tibete e guiavam
os passos da humanidade. 'Embora a expedição de Hitler tenha fracassado,
revelou-se em 1984 que um explorador francês estabelecera contato com
esse povo. Até que publique suas descobertas, entretanto, será
impossível dizer se a existência desse povo comprova as teorias
nacional-socialistas sobre a pureza racial alemã. Isso parece muito
pouco provável.
Ignorando as fantasias raciais de Hitler, podemos situar historicamente
a origem das raças germânicas e escandinavas que usaram as runas. As
primeiras referências detalhadas às tribos germânicas foram feitas por
Júlio César, que lutou contra os celtas na Gália e na Bretanha. César
defrontou-se com os germanos, que viviam na Escandinávia e na região que
é hoje a parte setentrional da Alemanha. Parece que os germanos estavam
intimamente ligados aos celtas e partilhavam com eles a mesma linhagem
indo-européia. Com efeito, no século II a.C. as tribos germânicas e
célticas se uniram para atacar os exércitos do Império Romano.
Conquanto os romanos civilizados considerassem bárbaras (do grego "barbaros",
que significa "estrangeiro", mas é usado atualmente para designar uma
pessoa selvagem ou inculta) todas as outras raças, os povos germânicos
possuíam uma estrutura social muito complexa e, pelos padrões
contemporâneos, sofisticada. Viviam em aldeias bem-construídas e em
grandes fazendas onde criavam gado e plantavam. Suas casas eram
solidamente edificadas, com paredes de varas trançadas e teto de sapê
sustentado por vigas transversais. Próximo às casas de moradia havia
construções menores, identificadas pelos arqueólogos como oficinas,
padarias, depósitos de alimentos, barracões de tecelagem e celeiros.
Muito embora germanos e romanos tenham sido inimigos durante vários
períodos históricos, havia entre eles estreitos vínculos comerciais,
relacionados com o ouro e a prata, a joalheria, a cerâmica e as armas.
Essas permutas mercantis eram bilaterais, pois tanto os romanos
adquiriam produtos dos chamados bárbaros quanto estes de Roma. Mesmo
depois do colapso, esses importantes vínculos comerciais se mantiveram,
na medida em que os mercadores germânicos comerciavam com o Oriente
Pr6ximo e o Império Bizantino.
Grande parte de nossos conhecimentos sobre as tribos germânicas vem de
Cornélio Tácito, soldado, senador e historiador romano falecido em 120
d.C. Em seu famoso livro Germania, ele descreve os costumes e as
relações sociais das tribos germânicas. Tácito tinha uma opinião nada
lisonjeira acerca da decadente sociedade romana de seu tempo e com
freqüência comparava as degeneradas atividades de seus concidadãos com
as virtudes da sociedade tribal germânica. Certamente há poucos indícios
de que ele endossasse a crença, bastante difundida entre seus
contemporâneos, de que o mundo bárbaro começava fora das portas das
cidades romanas.
Como ex-soldado, Tácito estava naturalmente interessado nas habilidades
guerreiras das tribos germânicas e em seu armamento. Ele mostra como os
germanos utilizavam lanças curtas de lâmina estreita, que podiam ser
usadas tanto à queima-roupa como lançadas à maneira de dardos. Com
freqüência, os soldados combatiam nus (à moda céltica) ou vestidos com
uma capa curta de lã. Sabemos por outras fontes que os germanos usavam
dardos farpados, machados de arremesso de gume duplo e a seax, uma
espada de lâmina larga e curta, ao estilo romano. Os escudos parecem ter
sido usados tanto como defesa quanto simbolicamente. Todo guerreiro que
jogasse fora seu escudo durante uma batalha ficava desonrado e perdia o
direito de participar dos ritos religiosos.
Quanto à sociedade, Tácito nos diz que os germanos escolhiam seus
soberanos entre os homens e mulheres de nascimento nobre. A tradição
espiritual de uma realeza divina estava bem-estabelecida entre os povos
da Europa tribal. Os comandantes de seus exércitos confiavam mais no
exemplo do que na autoridade e muitas vezes conduziam os homens na
batalha. Tácito informa também que os germanos levavam para a batalha
emblemas religiosos, totens e imagens divinas procedentes de seus
bosques sagrados para proteger-se do inimigo. Não raro consagravam-se ao
deus da guerra Tyr antes de partir para a batalha. Os soldados eram
também acompanhados pela família nas campanhas fora do país. Os romanos
diziam que os exércitos germânicos à beira da derrota se reanimavam à
vista de suas mulheres, que, desnudando os seios, gritavam-lhes palavras
de encorajamento. Conquanto as sociedades germânicas e escandinavas
desse período tenham uma imagem masculina, Tácito afirma que as mulheres
ocupavam nelas uma posição de destaque. Os germanos acreditavam que as
mulheres possuíam uma divindade inerente e um dom de profecia natural.
Daí seus conselhos serem avidamente procurados quando se tratava de
questões de importância para a tribo.
Para os assuntos mais relevantes, uma assembléia dos chefes de cada clã
era convocada com o fito de discutir a situação. Essas assembléias
realizavam-se depois da lua nova ou da lua cheia, ocasiões consideradas
auspiciosas pelos germanos, que, diz Tácito, contavam a passagem do
tempo pelas noites, e não pelos dias. Esse seria um traço remanescente
das sociedades matriarcais préhistóricas que floresceram na Europa
antiga. Cada chefe tinha a oportunidade de emitir suas opiniões durante
a assembléia, e, se os guerreiros gostassem do que ouviam, entrechocavam
suas espadas. Caso contrário, gritavam-lhe insultos. Além do autogoverno,
essas assembléias ministravam justiça. A pena capital era reservada aos
crimes mais sérios, como o assassínio ou a traição. Os crimes menores
eram punidos com multas pagas em gado ou com o confisco de propriedade.
Parte das multas ia para o Grande Rei e o resto era dado à vítima do
crime ou aos seus parentes. Democraticamente, a assembléia elegia
magistrados que administravam justiça nas aldeias em âmbito local. Eram
assistidos por representantes eleitos entre o povo. Embora todos os
germanos tivessem o direito de usar armas, a assembléia devia estar
convencida de que o portador era suficientemente competente para usá-las
antes que a permissão fosse concedida.
O traje diário universal na Germânia à época da visita de Tácito era uma
grande capa presa por um broche. Na estação fria, usavam-se também
grossas peles de animais. A roupa feminina consistia numa simples capa e
numa túnica interna sem mangas, de linho ou de lã. Embora Tácito não
mencione a joalheria, sabemos, graças a descobertas arqueológicas de
objetos da colonização saxônica da Inglaterra, que os germanos usavam
ornamentos, nos quais se exibia um artesanato considerável.
Em contraste com a licenciosidade sexual reinante em Roma, Tácito via
os germanos como um povo virtuoso. Dizia ele que os germanos eram os
únicos entre os povos não-romanos a ter apenas uma esposa oficial. Havia
algumas exceções, como entre os membros da classe política superior, que
por razões de Estado precisavam tomar outras esposas a fim de forjar
alianças. Os dotes matrimoniais eram trocados entre as duas famílias
como um ato ritual destinado a propiciar o favor dos deuses que
presidiam a fertilidade. Tácito obviamente considerava os germanos
puritanos, segundo os padrões romanos. No entanto, há indícios de que os
povos germânicos e escandinavos consideravam o ato sexual uma forma de
adoração à força vital. Uma de suas mais importantes festas sazonais era
realizada no despontar da primavera, quando um homem e uma mulher, que
representavam o deus e a deusa da fertilidade, se acasalavam
ritualmente. Reminiscências populares dessa festa da primavera
sobreviveram no período cristão, como no dia 1o.de Maio, que, a despeito
dos protestos de clérigos indignados, não raro envolvia espalhafatoso
simbolismo sexual e jogos eróticos.
Os germanos tinham aparentemente uma vida social muito sadia. Tácito
observou que nenhuma outra nação manifestava tamanho apego a festas. Era
considerado um sério insulto não acolher um viajante em casa. Ele ou ela
devia ser convidado a entrar e receber os melhores alimentos e bebidas
disponíveis. Não se fazia distinção entre amigos e estranhos no tocante
à hospitalidade. Em contraste com as ricas iguarias das mesas romanas,
os alimentos das festas germânicas eram simples e consistiam geralmente
em carne fresca, frutos silvestres, coalhada e vinho de cevada.
Com o declínio do poder imperial romano, teve início a expansão dos
reinos tribais germânicos. Na escola nos ensinam que, depois da queda do
Império Romano, a Europa mergulhou numa Idade das Trevas bárbara, que
só foi iluminada pelos ensinamentos da cristandade medieval. Como
vimos, os povos tribais da Europa, tanto os germanos como os celtas,
possuíam uma forma civilizada de sociedade, invejada por alguns
romanos. Embora dominação da Inglaterra pelos saxões seja encarada como
um ato bélico, não foi assim que começou. No século VI o monge Gildas,
que testemunhou o fim da Pax Romana, observou que os germanos eram
admitidos na Bretanha "como lobos num aprisco". Originalmente,
mercenários saxônicos eram convidados pelos celto-romanos a ir à
Bretanha para defender a população nativa contra os ataques dos piratas
nórdicos.
Outro monge, Beda, escrevendo no século VIII d.C., afirmou que os
primeiros povoadores convidados a entrar na Inglaterra foram os saxões,
os anglos e os jutos. Alguns germanos foram levados à Bretanha pelos
romanos, porque estes adotavam a política de recrutar soldados nas
terras conquistadas. Mesmo antes da retirada das legiões romanas,
soldados saxônicos tinham feito ataques esporádicos à costa inglesa. Em
367 d.C. os saxões, aliados aos pictos e aos escoceses, invadiram o
norte da Inglaterra. Conhecem-se muitos povoamentos saxônicos que se
estabeleceram no sul da Bretanha nos últimos dias da ocupação romana.
Em 428 d.C. os comandantes saxônicos Hengist e Horsa, que parecem ter
sido também sacerdotes do culto do cavalo sagrado, foram chamados à
Bretanha para ajudar a protegê-la de ataques externos. Os dois saxões
chegaram com vários navios carregados de tropas armadas. Quando,
finalmente, os governantes britânicos exigiram a saída dos saxões, a
situação converteu-se em guerra aberta. Em 495 d.C., o líder
celto-romano Artur obteve várias vitórias contra os saxões, mas acabou
sendo morto numa batalha. Com ele morreu a última resistência organizada
ao estabelecimento dos reinos saxônicos no sul da Inglaterra.
Os invasores saxônicos ainda eram predominantemente pagãos, embora
existam testemunhos de santuários cristãos na Bretanha romana. Há amplos
indícios de que o uso das runas estava bem-estabelecido entre os
invasores saxônicos. A seax ou espada curta era usada pela maioria dos
guerreiros germânicos. Acreditava-se que algumas dessas armas,
especialmente as que tinham sido abençoadas num bosque sagrado, possuíam
poderes mágicos. Tais espadas podem ser facilmente identificadas porque
possuíam uma conta de âmbar ou um pedaço de cristal de rocha incrustado
no punho. O âmbar era considerado sagrado pelos antigos pagãos. Os
proprietários desse tipo de armas costumavam dar-lhes nomes individuais,
como Desencadeadora de Tempestade ou Matadora de Inimigos. Acreditava-se
que elas tinham existência independente, alimentada pela força vital dos
inimigos a quem matavam.
Algumas dessas espadas mágicas eram gravadas com runas. Um exemplo
famoso é a seax desenterrada em Faversham, em Kent. Há nela uma letra
rúnica, Tyr, em forma de seta apontada para o céu. Essa runa está
especificamente associada ao deus da guerra Tyr ou Tiw. É óbvio que essa
espada tinha sido dedicada por seu proprietário a esse deus numa
cerimônia religiosa. Todo guerreiro cuja espada estivesse gravada com a
runa de Tiw tinha a vitória garantida. Segundo um antigo poema nórdico
(ver p. 51 do livro A Sabedoria Sagrada das Runas), aquele que quisesse
tornar-se hábil nas artes marciais devia familiarizar-se com a runa da
guerra. O nome de Tiw devia ser talhado no punho de sua espada, no dorso
da lâmina e duas vezes na "face brilhante".
Dois outros exemplos de armas gravadas com runas são dignos de nota. Um
deles é a espada de ferro encontrada na ilha de Wight. Gravada na bainha
de prata, há uma inscrição rúnica em que se lê "Ai das armas do
inimigo!" e "Aumento da dor", uma descrição horripilante do potencial da
espada. Outra descoberta arqueológica foi descrita como a pedra de
Roseta de Runelore. Era a lâmina quebrada de uma seax retirada do fundo
do Tâmisa em 1857. Ela continha o alfabeto rúnico completo e mais uma
palavra escrita com caracteres rúnicos que se acredita ser o nome de seu
proprietário. Segundo alguns peritos, essa espada teria sido fabricada
em Kent e dataria do século IX d.C.
Assim como os germanos começaram sua colonização da Bretanha por ataques
costeiros, os nórdicos ou vikings também iniciaram suas investidas
quando os primeiros reinos saxônicos se estabeleceram. Para compreender
a influência dos vikings na Europa medieval, temos de identificar com
precisão a era dos vikings. Ela durou de 800 a 1000 d.C. Ao longo desse
período, os vikings mantiveram vínculos comerciais regulares com o
Oriente Médio. Negociavam pedras preciosas e peles, que empregavam para
abrir rotas comerciais até o Extremo Oriente, incluindo a Índia. Graças
a esses contatos, a prata e a seda árabes chegavam à Europa setentrional
e ocidental. Quando esse comércio internacional entrou em colapso,
devido às guerras na Rússia e no Oriente Médio, os ataques isolados dos
piratas nórdicos foram subtituídos por invasões das áreas costeiras
européias por grandes contingentes de guerreiros fortemente armados.
A mais conhecida dessas incursões na história inglesa foi o ataque ao
Mosteiro de Lindisfarne, em Northumberland, em 793 d.C. Foi desse ataque
que nos ficou a imagem do viking como um raptor de cabelos compridos e
capacete provido de chifres. O ataque foi precedido por sinais de mau
agouro. Segundo a Crônica anglo-saxônica, houve redemoinhos, tempestades
e a visão de dragões no céu antes do ataque viking. Tornou-se crença
generalizada entre os monges que a pilhagem e a destruição de
Lindisfarne tinham sido um castigo de Deus por causa dos pecados do
povo. Os monges não especificam que pecados seriam esses, mas ou eram de
natureza sexual ou constituíam a manutenção de práticas pagãs.
A partir do século IX, as incursões vikings se intensificaram. Em 839,
um vasto contingente de invasores noruegueses atacou a Irlanda e tentou
substituir a religião cristã pela adoração ao deus do trovão Thor. No
entanto, em 844 o chefe viking foi capturado pelos irlandeses e
afogado. No final do século IX, grandes áreas do norte da Inglaterra e
sul da Escócia estavam sob o domínio dos vikings. No século X eles
receberam terras no norte da França em troca da promessa de cessar seus
ataques e ocuparam fortalezas saxônicas no sul da Inglaterra.
Os nórdicos conseguiram esses sucessos porque tinham uma sociedade
organizada. Na Escandinávia, a estrutura social viking era tão
requintada quanto a de qualquer sociedade da Europa contemporânea. As
aldeias eram construídas ao redor de relvados, como no estilo medieval
tardio, e havia grandes fazendas, que produziam alimentos tanto para
seus proprietários como para a comunidade local. No período de 950-1050,
quando os vínculos comerciais na Europa entraram finalmente em colapso,
o conceito de um Estado centralizado veio substituir o de uma sociedade
rural. Isso implicava a criação de uma poderosa aristocracia, com chefes
tribais recrutados na classe guerreira e entre os ricos proprietários de
terra. Havia três classes sociais principais na sociedade viking. O
homem mais poderoso era o rei, mas, como vimos na sociedade germânica,
ele não era um governante absoluto, pois devia dar satisfações ao povo.
Depois do rei vinham os condes, constituídos por proprietários de terra
e mercadores. Os primogênitos dessa classe herdavam as propriedades e
davam continuidade à linhagem familial. Num antigo poema irlandês,
diz-se que o primogênito de certa família cavalgava caçando com os cães,
era hábil espadachim e especialista nas runas, usadas para cegar as
armas dos inimigos, acalmar as ondas, apagar as chamas e superar os
reveses. O grupo social mais importante, porém, era o da classe
trabalhadora, que compreendia fazendeiros arrendatários, ferreiros,
fabricantes de ferramentas e armas, artistas e caçadores.
Seria incorreto considerar "bárbaros incivilizados" os saxões ou os
nórdicos. Por certo eles não tinham atingido o mesmo grau de
especialização tecnológica encontrado na sociedade européia durante o
último período medieval. Não obstante, tinham uma estrutura social
democrática e consciência moral altamente desenvolvida. Embora os
ataques às costas britânicas pelos saxões e vikings constituíssem
eventos sangrentos, tornam-se insignificantes quando comparados mesmo às
pequenas guerras ou às atrocidades terroristas de nossos dias.
Como vimos nesta breve história, os povos da Europa setentrional que
usaram as runas não eram selvagens irracionais impelidos pela volúpia do
sangue. Eram, sim, o produto de uma organização social complexa,
comprometida com a democracia e uma política comunitária voltada para os
interesses do povo. É lamentável que a imagem atual dos vikings,
difundida por filmes inexatos de Hollywood, tenha feito uma lavagem
cerebral no público, levando-o a aceitar uma visão sensacionalista da
vida durante o período em que as runas eram de uso geral.
Nota: 1 "Cochichar': "murmurar': "sussurrar". (N. do T.)
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Como se pode imaginar, uma
leitura mais aprofundada do livro A Sabedoria das Runas – Michael Howard,
Editora Pensamento, que traz todas as conexões históricas, poéticas e de
sabedoria ancestral de modo simples e direto, poderá ser capaz de dar
uma maior abrangência ao significado das runas, porém é mister que
apresentemos a configuração básica correta, a despeito de certa
literatura lançada aos borbotões no mercado brasileiro.
FEOH Posição normal: Dinheiro, sucesso e grande riqueza.
Invertida: Bancarrota, perda de estima pessoal.
UR Posição normal: Boa sorte e progresso numa carreira.
Invertida: Oportunidades perdidas, influências negativas, má sorte e
doenças menores
THORN Posição normal: Proteção. Uma decisão importante a tomar. Boas
notícias de longe.
Invertida: Uma decisão apressada será tomada. Más notícias.
OS Posição normal: Sabedoria ou bom conselho dado por uma pessoa mais
velha
Invertida: Uma pessoa mais velha causa problemas. Rumores e inverdades.
Mau conselho de alguém que tenciona prejudicar
RAD Posição normal: Viagem. Uma viagem ou dia santo trará felicidade ou
progressos em direção às metas da vida.
Invertida: Protelações. Uma viagem desagradável. Uma visita a parentes
enfermos ou amigos com problemas
CEN Posição normal: Orientação vinda de pessoas de alta posição social.
Iluminação.
Invertida: Perda de prestígio social e/ou de posses valiosas.
GYFU Posição normal: Um presente que indica amor correspondido e a
consolidação de um relacionamento.
Invertida: Separação. O fim de uma amizade ou de um caso amoroso.
Tristeza causada pelos íntimos do buscador.
WYN Posição normal: Felicidade. Transformação da vida para melhor.
Invertida: Infelicidade. Perda da afeição das pessoas amadas.
HAEGL Posição normal: Doença. Adiamento nos planos porque o Wyrd não se
mostra favorável ao buscador.
Invertida: Desastres causados por forças naturais. Adiamentos criados
por forças que estão além do controle humano.
NYD Posição normal: Urge precaver-se contra a cobiça. Recomenda-se
cautela para que todos os planos sejam bem-sucedidos.
Invertida: Não aja precipitadamente. Devagar se vai ao longe. Um
julgamento precipitado leva ao desastre.
IS Posição normal: Um obstáculo ao progresso. Arrefecimento emocional de
um relacionamento.
Invertida: Desavenças com amigos ou parentes próximos.
GER Posição normal: Período de espera. Advertência no sentido de não
falar mal dos outros nem julga-los antes que se conheçam todos os fatos.
Invertida: Problemas com a lei. Palavras ásperas ditas intempestivamente
causam arrependimento.
EOH Posição normal: Morte. Adiamentos. Notícias de um amigo ou inimigo
passado.
Invertida: Morte. Volta a velhos problemas. Nostalgia ilusória pelo
passado.
SIGIL Posição normal: Saúde. A força vital. Orientação na vida.
Invertida: Advertência para que se controlem as questões de saúde. O
esforço excessivo pode ser perigoso para o bem-estar.
EH Posição normal:Viagem. Mudança de residência. Mudança de emprego.
Invertida: Inquietação. Viagem frustrante que termina em fracasso.
MAN Posição normal: Parentes. Conflito com o mundo oficial ou com o
mundo exterior que amplia a perspectiva na vida do buscador.
Invertida: Perigo de inimigos ocultos. Isolamento da família
auto-imposto.
LAGU Posição normal: Viagem por água. Intuição. Poderes psíquicos.
Invertida: Confusão. Engano. Pensamentos confusos.
ING Posição normal: Conclusão. Fim de um ciclo. Realização de um sonho.
Invertida: Um sonho é estilhaçado. Ruptura da vida por forças psíquicas.
DAEG Posição normal: Prosperidade. Mudança de vida para melhor.
Invertida: Coação. Mudanças de vida que levam a circunstâncias
desagradáveis.
ODAL Posição normal: Influências ancestrais. Propriedade. Heranças.
Notícias de longe.
Invertida: Problemas com propriedade e heranças. Comunicação vã com
alguém que não responde.
Fonte: Extraído do Livro “A Sabedoria das Runas” – Michael Howard –
Editora Pensamento |